A kizomba do boteco do Chicão
Estava passando pelo boteco do Chicão, quando vi que lá havia um tremendo fuzuê - era uma kizomba da qual queria participar, mas o Chicão me disse que só se fosse de abadá.
Voltei ao meu cafofo, procure, procurei, mas não conseguia encontrá-lo. Por causa disso, fiquei fulo da vida, meu cafofo era uma verdadeira bagunça. Havia trecos e cacarecos espalhados por todo canto, mas felizmente consegui encontrá-lo. Na hora de sair, meu irmão caçula começou a chorar de fome e a fazer um tremendo fuzuê, mas a mama fez-lhe um dengo até que ele acalmasse. Naquele momento, eu só queria paz e axé.
Aproveitando a ocasião, convidei também um amigo. Chegando lá, de posse de seu atabaque, afoxé e agogô, fizemos uma azoeira sem fim.
Ao som do batuque dançamos o jongo, caímos no samba e jogamos capoeira. Havia muito quitute apetitoso, porém, por eu ter abusado do acarajé bem apimentado, de repente, comecei a passar mal no melhor da kizomba.
Voltei para meu cafofo completamente borocoxô e pedi a mama que me preparasse um chá de erva mulungu e me fizesse um cafuné bem gostoso até que eu pudesse dormir.
Produção Textual dos alunos do Projeto "Nenhuma Criança a Menos" - Primeiro Turno
4 comentários:
que legal muito criativo
muito, muito ,+ muito bom
muito, muito ,+ muito bom
você é uma iluminada, obrigada meu Deus por vc existir,amaeiiiiiiii
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